Capítulos:

Quando a guerra
fiscal está à sombra
de tudo

Produtividade máxima, deserdados esquecidos

Produção industrial sobe apenas nas estatísticas

Emerson Kapaz projeta lucros para quem investir

São Paulo vira
paraíso de puro triunfalismo virtual

ABCizar, gosto duvidoso de obra
nunca realizada

Uma promessa que FHC jamais cumpriu

Crescimento do PIB
é festival de equívocos

Metropolização petista desaparece
com eleição

Quando mais empresas significam mais problemas

Crônica anunciada do setor automobilístico

TV por assinatura
só explode nas estatísticas

Versões e buracos em excesso no comércio

Quando o liberalismo lambe o assistencialismo

Emprego ao sabor
de alquimias metodológicas

Câmara Regional não passa de grande blefe

Quando a interpretação fica no banco de reservas

Fórum da Cidadania, da nobreza ao patético

Até Bill Clinton surge para salvar a região

Quando ingenuidade e chutometria dão as mãos

Impostos municipais e paroquialismo analítico

Grande São Paulo de números e de fatos

Omissão e saudação aos grandes carrascos

Investimentos de acordo com a fonte de informação

Seletividade de tempo estrutura manipulação

Nova Vera Cruz, seis anos de encenação

Fatiamento de estudos dá margem a equívocos


Quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

 
Barreira do milhão

Lançado no final de maio do ano passado, este blog ultrapassa com esta edição um milhão de caracteres.

Sabe o leitor, por acaso, o que significam um milhão de caracteres?

Quem já manuseou um exemplar do segundo volume de Nosso Século XXI, que reúne ensaios de 36 articulistas, deverá somar metade daquelas 350 páginas para chegar a tanto.

Um milhão de caracteres significam perto de 700 gramas de textos. Uma trabalheira danada.

Teria atingido essa marca muito antes não fossem os problemas que encontrei na Editora Livre Mercado desde que saltei do compartimento de Redação para uma odisséia no Departamento Comercial, no Departamento Administrativo e no Departamento Financeiro, por conta da deserção providencial (para eles, evidentemente) dos então acionistas.

Mas isso é outra história, que vai muito além destas páginas virtuais.

Uma prospecção com o uso de tecnologia, no caso um mouse, é suficiente, descendo esta página, para constatar o volume de textos e de temas sobre os quais nos debruçamos.

Há um desfilar de preocupações, de inquietações, de alegrias e de tristezas em cada letrinha que minhas digitais imprimem na tela do computador.

Escrever é um bálsamo para este jornalista. É o momento mágico em que saio do estresse e navego nas ondas da criatividade, da emoção, do entusiasmo, da acidez, da inquietação -- tudo de acordo com o temário abordado.

Produzir um livro com perto de 600 páginas em um ano e meio só neste espaço não foi uma obra de Hércules. A satisfação de escrever é inerente ao jornalismo. Jornalista não suporta mesmo é burocracia, monotonia, essas coisas sobre as quais os especialistas em administração e em vendas se entregam de corpo, alma e, se deixarem, muito mais.

Pretendia escrever sobre um assunto qualquer para completar o milionésimo caracter, mas mudei de idéia. Não faltam questões, evidentemente. Poderia enumerá-las a perder de vista. O problema é que nenhuma daria o significado que particularmente para mim esta marca representa.

Se tivesse, no meio deste artigo, mudado de idéia e optado por uma única questão, me dedicaria a explicar por que me incomodo tanto quando dizem que a revista LivreMercado sou eu. Trata-se de um equívoco crasso, porque LivreMercado, no sentido editorial de LivreMercado, sou eu e uma pequena mas qualificada e vibrante equipe.

A distribuição de tarefas é consequência de uma metodologia especial aplicada, testada e aprovada ao longo dos anos. LivreMercado é uma equipe de Redação tão enxuta (e com qualidade final que todos reconhecem) que mereceria estudos de case de sucesso. Já as outras áreas, convenhamos, e isso se comprova com simples auditoria, não merecem considerações. 

Mas isso também é outra história.

Escrever continuamente como escrevo sem dar conta do quanto isso significa em quantidade é uma das razões para comemorar essa marca.

Se colocasse na cabeça o quanto terei de escrever para chegar ao ponto final deste único artigo provavelmente desistiria, porque teria a impressão de que demoraria séculos. Imaginem então um milhão de letras! E olhem que isso tudo não passa de 30% do total do mesmo período, já que tenho obrigações outras na profissão que abracei, para alegria daqueles que, no meu entorno corporativo, sempre se deleitaram com minhas ocupações de workaholic e o absoluto respeito à diagramação de responsabilidades departamentais. 

Quem não é do ramo jornalístico e mesmo quem vive disso mas não passa de aprendiz não tem idéia do quanto cada palavra que dedilho penetra na própria alma.

Costumo dizer na Redação que temos de ter cuidado extremo com o que escrevemos. É preferível a omissão consciente do que a opinião circunstancialmente conveniente. Erra-se muito menos quando não se escreve nada por não ter opinião formada ou informação clarificada.

Com este texto chegamos a exatamente 1.000.363 caracteres.

Aleluia!!!!! 


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DANIEL LIMA é jornalista, escritor , fundador e diretor-editorial da revista LivreMercado, criador coordenador-geral do Prêmio Desempenho e fundador do IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos).

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